Cubo (original) (raw)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Cubo | |
|---|---|
| Tipo | Sólido platônico |
| Faces | 6 |
| Arestas | 12 |
| Vértices | 8 |
| Símbolo de Schläfli | {4,3}t{2,4} or {4}×{}tr{2,2} or {}×{}×{} |
| Símbolo de Wythoff | 3 |
| Símbolo de Coxeter-Dynkin | |
| Grupo de simetria | Oh, B3, [4,3], (*432) |
| Área de superfície | A = 6 a 2 {\displaystyle A=6a^{2}} |
| Volume | V = a 3 {\displaystyle V=a^{3}} |
| Ângulo diédrico | 90° |
| Poliedro dual | Octaedro |
| Propriedades | |
| Regular, Convexo | |
| Planificação | |
Um cubo ou hexaedro regular é um poliedro com 6 faces congruentes. Além disso, é um dos cinco sólidos platônicos, pois:
O cubo é também um poliedro regular, pois além das características de sólido platônico, possui:
- faces poligonais regulares e congruentes;
- ângulos poliédricos congruentes.[1]
Ainda, é um prisma quadrangular regular, pois possui duas bases paralelas e congruentes (já que é um poliedro regular), suas bases são polígonos regulares (quadrados) e as arestas laterais formam ângulos retos ( 90 ∘ {\displaystyle 90^{\circ }} ) com as arestas das bases. No cubo, todos os diedros possuem ângulo reto.
O cubo é também um sólido sociável, já que ele pode ser aglomerado perfeitamente, o que significa que é possível juntar vários cubos sem que sobrem espaços vazios.[2]
Como definido anteriormente, o cubo possui 6 faces quadrangulares, de modo que cada face possui 4 arestas. Daí, multiplicando o número de faces pelo número de arestas, tem-se:
6 ⋅ 4 = 24 {\displaystyle 6\cdot 4=24}
Porém, o número de arestas obtido é o dobro do número de arestas total do cubo, já que cada aresta pertence a duas faces. Por isso, é necessário dividir o resultado acima por 2. Logo:
24 ÷ 2 = 12 {\displaystyle 24\div 2=12}
Daí, segue que 12 é o número total de arestas do cubo.
Para obter o número de vértices do cubo, basta substituir na relação de Euler os valores obtidos:
V − A + F = 2 {\displaystyle V-A+F=2}
sendo F = 6 {\displaystyle F=6} e A = 12 {\displaystyle A=12}
, tem-se:
V − 12 + 6 = 2 ⇒ V − 6 = 2 ⇒ V − 6 + 6 = 2 + 6 ⇒ V = 8 {\displaystyle V-12+6=2\Rightarrow V-6=2\Rightarrow V-6+6=2+6\Rightarrow V=8}
Logo, 8 é o número de vértices do cubo.
Obtenção do número de vértices, arestas e faces partindo da informação do número de lados do polígono da base do prisma
[editar | editar código]
Sendo n {\displaystyle n} o número de lados do polígono da base do prisma, é possível obter o número de vértices, arestas e faces que possui, já que todo prisma é composto por:
Assim, como o polígono da base do cubo é um quadrado, tem-se:
n = 4. {\displaystyle n=4.}
Logo, substituindo n {\displaystyle n} por 4 {\displaystyle 4}
, nas relações estabelecidas acima, conclui-se que:
- F = n + 2 = 4 + 2 = 6 {\displaystyle F=n+2=4+2=6}
- A = 3 n = 3 ⋅ 4 = 12 {\displaystyle A=3n=3\cdot 4=12}
- V = 2 n = 2 ⋅ 4 = 8 {\displaystyle V=2n=2\cdot 4=8}
.
O cubo possui, no total, 11 planificações distintas.[3][4] E são elas:
Planos do Cubo
Como o cubo é formado por 6 faces regulares e congruentes (6 quadrados), basta calcular a área de uma de suas faces e multiplicar por 6.
Sabendo que a área de um quadrado com lado medindo l {\displaystyle l} é dada por l 2 {\displaystyle l^{2}}
e supondo que cada aresta do cubo tenha medida a {\displaystyle a}
, concluí-se que a área de cada face (quadrado) será a 2 {\displaystyle a^{2}}
.
Logo a área total da superfície do cubo será 6 a 2 {\displaystyle 6a^{2}} .[1]
É possível obter a diagonal do cubo utilizando o Teorema de Pitágoras. Basta descobrir o valor da diagonal de uma de suas faces em função do valor da aresta a {\displaystyle a} e depois utilizá-lo para obter a diagonal do cubo.
O segmento A C ′ ¯ {\displaystyle {\overline {AC'}}} representa a diagonal do cubo.
Desse modo, pelo Teorema de Pitágoras:
a 2 + a 2 = ( A C ¯ ) 2 {\displaystyle a^{2}+a^{2}=({\overline {AC}})^{2}}
onde a {\displaystyle a} representa a medida da aresta do cubo e A C ¯ {\displaystyle {\overline {AC}}}
representa a medida da diagonal de uma das faces do cubo. Portanto:
a 2 + a 2 = ( A C ¯ ) 2 {\displaystyle a^{2}+a^{2}=({\overline {AC}})^{2}}
⇒ 2 a 2 = ( A C ¯ ) 2 {\displaystyle \Rightarrow 2a^{2}=({\overline {AC}})^{2}}
⇒ 2 a 2 = ( A C ¯ ) 2 {\displaystyle \Rightarrow {\sqrt {2a^{2}}}={\sqrt {({\overline {AC}})^{2}}}}
⇒ a 2 = A C ¯ . {\displaystyle \Rightarrow a{\sqrt {2}}={\overline {AC}}.} [1]
Daí, novamente utilizando o Teorema de Pitágoras:
a 2 + ( A C ¯ ) 2 = ( A C ′ ¯ ) 2 {\displaystyle a^{2}+({\overline {AC}})^{2}=({\overline {AC'}})^{2}}
em que A C ′ ¯ {\displaystyle {\overline {AC'}}} representa a diagonal do cubo, a {\displaystyle a}
representa a aresta do cubo e A C ¯ {\displaystyle {\overline {AC}}}
a diagonal de uma das faces. Substituindo A C ¯ {\displaystyle {\overline {AC}}}
por a 2 {\displaystyle a{\sqrt {2}}}
:
a 2 + ( A C ¯ ) 2 = ( A C ′ ¯ ) 2 {\displaystyle a^{2}+({\overline {AC}})^{2}=({\overline {AC'}})^{2}}
⇒ a 2 + ( a 2 ) 2 = ( A C ′ ¯ ) 2 {\displaystyle \Rightarrow a^{2}+{\Big (}{a{\sqrt {2}}}{\Big )}^{2}=({\overline {AC'}})^{2}}
⇒ a 2 + 2 a 2 = ( A C ′ ¯ ) 2 {\displaystyle \Rightarrow a^{2}+2a^{2}=({\overline {AC'}})^{2}}
⇒ 3 a 2 = ( A C ′ ¯ ) 2 {\displaystyle \Rightarrow 3a^{2}=({\overline {AC'}})^{2}}
⇒ 3 a 2 = ( A C ′ ¯ ) 2 {\displaystyle \Rightarrow {\sqrt {3a^{2}}}={\sqrt {({\overline {AC'}})^{2}}}}
⇒ a 3 = A C ′ ¯ . {\displaystyle \Rightarrow a{\sqrt {3}}={\overline {AC'}}.} [1]
Ou seja, a diagonal do cubo é dada por a 3 {\displaystyle a{\sqrt {3}}} .
Sendo um prisma, o volume do cubo pode ser obtido pelo produto da base pela altura.[5] Assim,
V = A b ⋅ h {\displaystyle V=Ab\cdot h}
onde V {\displaystyle V} representa o volume, A b {\displaystyle Ab}
a área da base e h {\displaystyle h}
a altura.
Como a base é um quadrado de lado a {\displaystyle a} e a altura também vale a {\displaystyle a}
(já que todas as arestas do cubo possuem a mesma medida), obtém-se:
V = a 2 ⋅ a ⇒ V = a 3 . {\displaystyle V=a^{2}\cdot a\Rightarrow V=a^{3}.} [5]
Caso a aresta seja duplicada, formando um cubo de aresta 2 a {\displaystyle 2a} , o seu volume será 8 vezes maior que o inicial, pois:
V = ( 2 a ) 3 ⇒ V = 8 a 3 . {\displaystyle V=(2a)^{3}\Rightarrow V=8a^{3}.}
Caso a esfera esteja inscrita no cubo, ela tangenciará cada face do cubo exatamente no centro. Assim, a medida da aresta do cubo será o dobro da medida do raio da esfera inscrita, ou seja, será igual a medida do diâmetro da esfera.
Utilizando r {\displaystyle r} para representar a medida do raio da esfera inscrita no cubo:
2 r = a ⇒ r = a 2 . {\displaystyle 2r=a\Rightarrow r={\frac {a}{2}}.} [1]
Caso o cubo esteja inscrito em uma esfera, todos seus vértices irão tangenciar a esfera.
Se R {\displaystyle R} representa o raio da esfera circunscrita ao cubo, 2 R {\displaystyle 2R}
representa o diâmetro. Mas o diâmetro da esfera é igual ao valor da diagonal do cubo (já calculado anteriormente). Portanto:
2 R = a 3 ⇒ R = a 3 2 . {\displaystyle 2R=a{\sqrt {3}}\Rightarrow R={\frac {a{\sqrt {3}}}{2}}.} [1]
O poliedro dual do cubo é o octaedro regular.
Para obter o poliedro dual de um poliedro, inicialmente marca-se o centro de cada face do poliedro original, em seguida liga-se, por segmento de reta, cada um destes centros aos centros das faces adjacentes e por fim desconsidera-se o poliedro original.[6]
Octaedro
Medida da aresta do octaedro inscrito em um cubo de aresta a {\displaystyle a} 
[[editar](//pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cubo&veaction=edit§ion=10 "Editar secção: Medida da aresta do octaedro inscrito em um cubo de aresta
a
{\displaystyle a}") | [editar código](//pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cubo&action=edit§ion=10 "Editar código fonte da secção: Medida da aresta do octaedro inscrito em um cubo de aresta
a
{\displaystyle a}")]
Como cada vértice do octaedro encontra-se exatamente no centro da face do cubo, basta utilizar o Teorema de Pitágoras. Daí, cada cateto irá medir a metade da aresta a {\displaystyle a} do cubo. Fixando x {\displaystyle x}
para representar a hipotenusa (medida da aresta do octaedro), obtém-se:
x 2 = ( a 2 ) 2 + ( a 2 ) 2 {\displaystyle x^{2}=\left({\dfrac {a}{2}}\right)^{2}+\left({\dfrac {a}{2}}\right)^{2}}
⇒ x 2 = 2 ( a 2 ) 2 {\displaystyle \Rightarrow x^{2}=2\left({\dfrac {a}{2}}\right)^{2}}
⇒ x 2 = 2 ⋅ a 2 4 {\displaystyle \Rightarrow x^{2}=2\cdot {\dfrac {a^{2}}{4}}}
⇒ x 2 = 2 a 2 4 {\displaystyle \Rightarrow x^{2}={\dfrac {2a^{2}}{4}}}
⇒ x 2 = 2 a 2 4 {\displaystyle \Rightarrow {\sqrt {x^{2}}}={\sqrt {\dfrac {2a^{2}}{4}}}}
⇒ x = a 2 2 . {\displaystyle \Rightarrow x={\dfrac {a{\sqrt {2}}}{2}}.} [1]
Portanto, a medida da aresta do octaedro é a 2 2 {\displaystyle {\dfrac {a{\sqrt {2}}}{2}}} .
Cubo
(Matemateca_IME-USP)Revolução de um cubo
(Matemateca_IME-USP)
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Dolce, Osvaldo; Pompeo, José Nicolau (2005). Fundamentos de Matemática Elementar 6 ed. São Paulo: Atual
- ↑ Rodrigues Justino, Ana Paula (2011). «Poliedros de Platão» (PDF). Universidade Federal da Paraíba
- ↑ http://www.ijvr.org/issues/issue3-2010/paper2.pdf
- ↑ http://www.numeracycd.com/contents/main/nets/netsofacube.pdf
- 1 2 Marcos Noé Pedro da Silva. «Volume do Cubo». Mundo Educação. Consultado em 11 de junho de 2018
- ↑ Batista, Silvia; Barcelos, GIlmara. «Poliedros Duais». Consultado em 11 de junho de 2018