Lindberg Campos | Universidade de São Paulo (original) (raw)
Papers by Lindberg Campos
Germinal: marxismo e educação em debate, 2023
Este artigo é uma leitura da peça A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, como um ponto ... more Este artigo é uma leitura da peça A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, como um ponto culminante de um processo de experimentação teatral que transitou dos dilemas da representabilidade do capitalismo para a tentativa de forjar meios representacionais apropriados à representação do capital.
Estudos Linguísticos e Literários em Inglês: 50 anos na USP, 2023
ESTE ESCRITO é uma reflexão despretensiosa sobre a formação do ensino de literatura em língu... more ESTE ESCRITO é uma reflexão despretensiosa sobre a formação do ensino de literatura em língua inglesa na Universidade de São Paulo (USP). O que será feito primeiramente é uma breve recuperação das linhas mais gerais do proces- so de institucionalização dessa disciplina acadêmica na USP. Em um segundo instante, tal fenômeno é enquadrado a partir das circunstâncias mais amplas que levaram à emergência do estudo da literatura inglesa na Inglaterra, que recebeu o nome de Inglês (English). A problemática, seguida de perto aqui, concentra-se em algo que produziu a especificidade dessa matéria universitária: a sua função social. Aqui procura-se continuar a assuntar a que demandas sociais particulares o nosso trabalho reconheceu, reconhece e pode reconhecer.
Cadernos Walter Benjamin, 2022
Este ensaio busca apresentar o texto “O autor como produtor” (1934), de Walter Benjamin, a partir... more Este ensaio busca apresentar o texto “O autor como produtor” (1934), de Walter Benjamin, a partir de uma análise textual atenta, bem como de uma consideração acerca das suas circunstâncias sócio-históricas. Basicamente, é defendido que a tomada de consciência na prática dos trabalhadores como produtores do mundo social, que os envolve, é uma precondição para o processo mais geral de consciência de classe e, portanto, de uma real revolução das atuais condições e relações de produção material como um todo. É nesse sentido que Benjamin enxerga na atividade de Brecht, e de outros artistas, modos representacionais de enfatizar a situação do autor como produtor através do manejo politicamente refletido das ferramentas de trabalho à disposição da produção cultural.
Margem Esquerda, 2020
Esse texto é uma análise de alguns momentos-chave do longa-metragem Laranja mecânica (1971), de S... more Esse texto é uma análise de alguns momentos-chave do longa-metragem Laranja mecânica (1971), de Stanley Kubrick, que é baseado, por sua vez, no romance homônimo de 1962, de Anthony Burgess. A hipótese interpretativa é de que Kubrick não buscou reconstruir o livro fotograficamente, mas, em vez disso, utilizou aquele escrito para produzir um comentário bastante crítico, e no calor do momento, a respeito de qual seria um devir possível de toda aquela rebeldia juvenil que tomou conta de vários países ao longo dos anos 1960. Daí tomarmos emprestado parte do título do ensaio “Verdade tropical: um percurso de nosso tempo” (2011), de Roberto Schwarz, já que, basicamente, o crítico lê a autobiografia de 1997 de um dos principais expoentes da rebeldia libertária dos anos 1960 e 1970 no Brasil – o cantor Caetano Veloso – como literatura e enxerga o próprio como uma personagem sócio-historicamente típica, isto é, uma figura que expressaria “as verdades e as contradições das forças históricas em movimento em uma determinada formação social” (Cevasco, 2014, p. 196). Veloso, desse ponto de vista e ao qual aderimos, encarnaria o conformismo e a resignação de toda uma geração da esquerda radical, que resistiu acomodando-se à nova ordem e que, por isso mesmo, passou a fazer a única política possível, adaptando-se a um sistema de exploração e de opressão que dizia combater, apesar de toda tentativa de parecer que ainda o combata. A suspeita é que, ao se debruçar sobre um futuro posterior aos anos 1960, Kubrick também tenha conseguido captar e antecipar – na própria montagem do filme – alguns dos giros em falso que toda aquela transgressão indiferente, ou até mesmo conscientemente contrária, à tomada do poder ensejava. Apesar das diferenças, que são mais óbvias e flagrantes, veremos uma estrutura política comum entre os jovens rebeldes do longa e da realidade, a qual residiria em uma atitude de pura subversão em relação às práticas e aos valores estabelecidos, rejeitando tudo até que, por uma série de motivos, ironicamente se encontrariam na posição de adaptação sob a percepção da inexorabilidade e da onipotência do modo de vida que se diziam contrários. Isto é, nesse escrito, estou interessado na metamorfose do centrismo da rebeldia de um espírito cético contrário a uma totalidade para uma conformação flutuante – ambas tendo como fundamentação a percepção de uma unidade e coesão entre as forças políticas em disputa.
Revista Magma, 2019
É possível dizer que há uma mudança considerável na leitura que Roberto Schwarz faz de Bertolt Br... more É possível dizer que há uma mudança considerável na leitura que Roberto Schwarz faz de Bertolt Brecht. Se por um lado seu comentário-por ocasião da tradução de A Santa Joana dos matadouros-é determinado por uma admiração estética e intelectual em relação à obra do dramaturgo, por outro lado o tom de seu provocativo ensaio-"Altos e baixos da atualidade de Brecht"-é mais crítico e até, em certo modo, pessimista a respeito das potencialidades abertas pela insistência contemporânea nos procedimentos do teatro épico brechtiano devido, sobretudo, às suas correspondentes transformações em "artigos de consumo" em meio à extinção do antigo movimento operário e da era das revoluções, bem como ao fato de o capitalismo ter supostamente se tornado um fator dinâmico. É nesse sentido que essa reflexão visa recuperar os argumentos desenvolvidos nesses dois textos e propor e delimitar ao menos dois momentos da leitura que Schwarz faz de Brecht, levando em consideração sua explicação fundamental para tal metamorfose-a ausência de um referente de revolução social que conferisse fôlego e sentido às teorias e ao teatro brechtianos.
Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 2019
Este é um breve exercício de leitura do romance emblemático do naturalismo brasileiro O cortic... more Este é um breve exercício de leitura do romance emblemático do naturalismo brasileiro O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, levando em consideração a crítica produzida por Antonio Candido em “De cortiço a cortiço” (1974; 1991), ao mesmo tempo que levanta a hipótese de que alguns dos métodos de construção dessa narrativa podem ser lidos, em certa medida, como antecipações, ora mais ora menos conscientes, dos paradigmas de determinação social que guiariam a crítica cultural materialista ao longo do século seguinte.
Revista Outubro, 2017
Este artigo tem por objetivo apresentar uma leitura do texto da peça As visões de Simone Machar... more Este artigo tem por objetivo apresentar uma leitura do texto da peça As visões de Simone Machard (1941-1943, 1957) do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Trata-se de uma análise textual materialista – isto é, um procedimento crítico que busca determinar as relações entre forma literária e processo social – cujo intuito é descobrir de quais maneiras acontece a seleção e a organização de elementos estéticos para representar os meandros subterrâneos de um momento decisivo da história europeia no século XX e que não raramente foi falsificado pela historiografia oficial: a invasão alemã do território francês e a subsequente implementação de um governo colaboracionista com os nazistas.
Book Reviews by Lindberg Campos
Revista Margem Esquerda, 2023
Resenha do livro A Guerra Civil dos Estados Unidos, de Karl Marx e Friedrich Engels.
Cadernos CEMARX, 2021
Finalmente os leitores brasileiros terão acesso, no formato de livro, a alguns dos resultados de ... more Finalmente os leitores brasileiros terão acesso, no formato de livro, a alguns dos resultados de anos de investigações, envolvendo pesquisadores ligados à Brigada de Agitação e Propaganda Nacional Carlos Marighella, organizada pelo MST, e a assessoria de Iná Camargo Costa, professora aposentada da FFLCH/USP.
Crítica Marxista, 2021
Resenha do livro “Dialética do Marxismo Cultural” (2020) de Iná Camargo Costa.
Crítica Marxista, 2019
Resenha do livro “Revolução, Arte e Cultura” (2018) de Anatoli Lunatchárski.
Margem Esquerda, 2019
Resenha do livro “Ensaios sobre Brecht“ (2017) de Walter Benjamin.
Rebela - Revista Brasileira de Estudos Latino-Americanos, 2019
Este ensaio é um comentário crítico sobre “Quebra cabeça do cinema novo” (2018), o último livro d... more Este ensaio é um comentário crítico sobre “Quebra cabeça do cinema novo” (2018), o último livro de Gilberto Felisberto Vasconcellos. Aqui observamos questões de ordem estilística e estética de modo a verificar as contradições e as contribuições deste trabalho para a construção da perspectiva de uma cultura política revolucionária.
ARTICLES by Lindberg Campos
Thesis Chapters by Lindberg Campos
Esta tese de doutorado é uma leitura crítica dos romances As Ondas (1931), de Virginia Woolf, e R... more Esta tese de doutorado é uma leitura crítica dos romances As Ondas (1931), de Virginia Woolf, e Romance de Três Vinténs (1934), de Bertolt Brecht, à luz de três ideias da maior importância para estes autores, a saber, tragédia, romance e revolução. A análise do trabalho formal contido nessas obras permite sustentar que elas não apenas procuraram, cada uma a seu modo particular, definir a experiência do período entreguerras, da crise de 1929 e da ascensão do nazifascismo, como também se transformaram em linhas de força cruciais para a produção cultural do pós-guerra.
Germinal: marxismo e educação em debate, 2023
Este artigo é uma leitura da peça A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, como um ponto ... more Este artigo é uma leitura da peça A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, como um ponto culminante de um processo de experimentação teatral que transitou dos dilemas da representabilidade do capitalismo para a tentativa de forjar meios representacionais apropriados à representação do capital.
Estudos Linguísticos e Literários em Inglês: 50 anos na USP, 2023
ESTE ESCRITO é uma reflexão despretensiosa sobre a formação do ensino de literatura em língu... more ESTE ESCRITO é uma reflexão despretensiosa sobre a formação do ensino de literatura em língua inglesa na Universidade de São Paulo (USP). O que será feito primeiramente é uma breve recuperação das linhas mais gerais do proces- so de institucionalização dessa disciplina acadêmica na USP. Em um segundo instante, tal fenômeno é enquadrado a partir das circunstâncias mais amplas que levaram à emergência do estudo da literatura inglesa na Inglaterra, que recebeu o nome de Inglês (English). A problemática, seguida de perto aqui, concentra-se em algo que produziu a especificidade dessa matéria universitária: a sua função social. Aqui procura-se continuar a assuntar a que demandas sociais particulares o nosso trabalho reconheceu, reconhece e pode reconhecer.
Cadernos Walter Benjamin, 2022
Este ensaio busca apresentar o texto “O autor como produtor” (1934), de Walter Benjamin, a partir... more Este ensaio busca apresentar o texto “O autor como produtor” (1934), de Walter Benjamin, a partir de uma análise textual atenta, bem como de uma consideração acerca das suas circunstâncias sócio-históricas. Basicamente, é defendido que a tomada de consciência na prática dos trabalhadores como produtores do mundo social, que os envolve, é uma precondição para o processo mais geral de consciência de classe e, portanto, de uma real revolução das atuais condições e relações de produção material como um todo. É nesse sentido que Benjamin enxerga na atividade de Brecht, e de outros artistas, modos representacionais de enfatizar a situação do autor como produtor através do manejo politicamente refletido das ferramentas de trabalho à disposição da produção cultural.
Margem Esquerda, 2020
Esse texto é uma análise de alguns momentos-chave do longa-metragem Laranja mecânica (1971), de S... more Esse texto é uma análise de alguns momentos-chave do longa-metragem Laranja mecânica (1971), de Stanley Kubrick, que é baseado, por sua vez, no romance homônimo de 1962, de Anthony Burgess. A hipótese interpretativa é de que Kubrick não buscou reconstruir o livro fotograficamente, mas, em vez disso, utilizou aquele escrito para produzir um comentário bastante crítico, e no calor do momento, a respeito de qual seria um devir possível de toda aquela rebeldia juvenil que tomou conta de vários países ao longo dos anos 1960. Daí tomarmos emprestado parte do título do ensaio “Verdade tropical: um percurso de nosso tempo” (2011), de Roberto Schwarz, já que, basicamente, o crítico lê a autobiografia de 1997 de um dos principais expoentes da rebeldia libertária dos anos 1960 e 1970 no Brasil – o cantor Caetano Veloso – como literatura e enxerga o próprio como uma personagem sócio-historicamente típica, isto é, uma figura que expressaria “as verdades e as contradições das forças históricas em movimento em uma determinada formação social” (Cevasco, 2014, p. 196). Veloso, desse ponto de vista e ao qual aderimos, encarnaria o conformismo e a resignação de toda uma geração da esquerda radical, que resistiu acomodando-se à nova ordem e que, por isso mesmo, passou a fazer a única política possível, adaptando-se a um sistema de exploração e de opressão que dizia combater, apesar de toda tentativa de parecer que ainda o combata. A suspeita é que, ao se debruçar sobre um futuro posterior aos anos 1960, Kubrick também tenha conseguido captar e antecipar – na própria montagem do filme – alguns dos giros em falso que toda aquela transgressão indiferente, ou até mesmo conscientemente contrária, à tomada do poder ensejava. Apesar das diferenças, que são mais óbvias e flagrantes, veremos uma estrutura política comum entre os jovens rebeldes do longa e da realidade, a qual residiria em uma atitude de pura subversão em relação às práticas e aos valores estabelecidos, rejeitando tudo até que, por uma série de motivos, ironicamente se encontrariam na posição de adaptação sob a percepção da inexorabilidade e da onipotência do modo de vida que se diziam contrários. Isto é, nesse escrito, estou interessado na metamorfose do centrismo da rebeldia de um espírito cético contrário a uma totalidade para uma conformação flutuante – ambas tendo como fundamentação a percepção de uma unidade e coesão entre as forças políticas em disputa.
Revista Magma, 2019
É possível dizer que há uma mudança considerável na leitura que Roberto Schwarz faz de Bertolt Br... more É possível dizer que há uma mudança considerável na leitura que Roberto Schwarz faz de Bertolt Brecht. Se por um lado seu comentário-por ocasião da tradução de A Santa Joana dos matadouros-é determinado por uma admiração estética e intelectual em relação à obra do dramaturgo, por outro lado o tom de seu provocativo ensaio-"Altos e baixos da atualidade de Brecht"-é mais crítico e até, em certo modo, pessimista a respeito das potencialidades abertas pela insistência contemporânea nos procedimentos do teatro épico brechtiano devido, sobretudo, às suas correspondentes transformações em "artigos de consumo" em meio à extinção do antigo movimento operário e da era das revoluções, bem como ao fato de o capitalismo ter supostamente se tornado um fator dinâmico. É nesse sentido que essa reflexão visa recuperar os argumentos desenvolvidos nesses dois textos e propor e delimitar ao menos dois momentos da leitura que Schwarz faz de Brecht, levando em consideração sua explicação fundamental para tal metamorfose-a ausência de um referente de revolução social que conferisse fôlego e sentido às teorias e ao teatro brechtianos.
Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 2019
Este é um breve exercício de leitura do romance emblemático do naturalismo brasileiro O cortic... more Este é um breve exercício de leitura do romance emblemático do naturalismo brasileiro O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, levando em consideração a crítica produzida por Antonio Candido em “De cortiço a cortiço” (1974; 1991), ao mesmo tempo que levanta a hipótese de que alguns dos métodos de construção dessa narrativa podem ser lidos, em certa medida, como antecipações, ora mais ora menos conscientes, dos paradigmas de determinação social que guiariam a crítica cultural materialista ao longo do século seguinte.
Revista Outubro, 2017
Este artigo tem por objetivo apresentar uma leitura do texto da peça As visões de Simone Machar... more Este artigo tem por objetivo apresentar uma leitura do texto da peça As visões de Simone Machard (1941-1943, 1957) do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Trata-se de uma análise textual materialista – isto é, um procedimento crítico que busca determinar as relações entre forma literária e processo social – cujo intuito é descobrir de quais maneiras acontece a seleção e a organização de elementos estéticos para representar os meandros subterrâneos de um momento decisivo da história europeia no século XX e que não raramente foi falsificado pela historiografia oficial: a invasão alemã do território francês e a subsequente implementação de um governo colaboracionista com os nazistas.
Revista Margem Esquerda, 2023
Resenha do livro A Guerra Civil dos Estados Unidos, de Karl Marx e Friedrich Engels.
Cadernos CEMARX, 2021
Finalmente os leitores brasileiros terão acesso, no formato de livro, a alguns dos resultados de ... more Finalmente os leitores brasileiros terão acesso, no formato de livro, a alguns dos resultados de anos de investigações, envolvendo pesquisadores ligados à Brigada de Agitação e Propaganda Nacional Carlos Marighella, organizada pelo MST, e a assessoria de Iná Camargo Costa, professora aposentada da FFLCH/USP.
Crítica Marxista, 2021
Resenha do livro “Dialética do Marxismo Cultural” (2020) de Iná Camargo Costa.
Crítica Marxista, 2019
Resenha do livro “Revolução, Arte e Cultura” (2018) de Anatoli Lunatchárski.
Margem Esquerda, 2019
Resenha do livro “Ensaios sobre Brecht“ (2017) de Walter Benjamin.
Rebela - Revista Brasileira de Estudos Latino-Americanos, 2019
Este ensaio é um comentário crítico sobre “Quebra cabeça do cinema novo” (2018), o último livro d... more Este ensaio é um comentário crítico sobre “Quebra cabeça do cinema novo” (2018), o último livro de Gilberto Felisberto Vasconcellos. Aqui observamos questões de ordem estilística e estética de modo a verificar as contradições e as contribuições deste trabalho para a construção da perspectiva de uma cultura política revolucionária.
Esta tese de doutorado é uma leitura crítica dos romances As Ondas (1931), de Virginia Woolf, e R... more Esta tese de doutorado é uma leitura crítica dos romances As Ondas (1931), de Virginia Woolf, e Romance de Três Vinténs (1934), de Bertolt Brecht, à luz de três ideias da maior importância para estes autores, a saber, tragédia, romance e revolução. A análise do trabalho formal contido nessas obras permite sustentar que elas não apenas procuraram, cada uma a seu modo particular, definir a experiência do período entreguerras, da crise de 1929 e da ascensão do nazifascismo, como também se transformaram em linhas de força cruciais para a produção cultural do pós-guerra.